O consumo nacional dos principais combustíveis registrou queda entre junho e maio do ano em curso, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP. Assim foi com o abastecimento de gasolina, que diminuiu cerca de 6%, passando de 3,1 bilhões de litros para 2,9 bilhões de litros. Queda também quando a comparação se dá com junho do ano passado, de 6,2%. Menor consumo ainda no acumulado do ano, de 6,4%.

A compra de diesel – importante indicador do desempenho da economia – igualmente contabiliza números negativos: queda de consumo de 5,1%, entre junho e maio deste ano e de 7,2% na comparação com junho do ano passado.

É ilustrativo desse balanço o fato de que o consumo caiu, a despeito dos preços menores praticados pelos postos de combustíveis. De acordo com a ANP, o preço médio da gasolina no Brasil registrou queda de 1,8% entre junho e maio e de 1,8% entre junho último e o mesmo mês do ano passado.

O MESMO NO RS

Regionalmente se repetem os números negativos. O consumo de gasolina no Rio Grande do Sul, em junho, de 271,7 milhões de litros, foi inferior aos 284,8 milhões de litros de maio, acumulando uma queda de 4,6% e de 4% na comparação com junho de 2018. A venda de etanol nos postos de combustíveis também registrou números negativos em diversos cenários.

De igual forma com as vendas de diesel. Em junho a economia gaúcha consumiu 279,8 milhões de litros do combustível contra 285 milhões de litros em maio, uma redução de 1,8% nas vendas. Entre junho último e o mesmo mês do ano passado a queda foi mais acentuada, de 7,8%.

E não foi a elevação dos preços que jogou o consumo pra baixo. Entre junho e maio, os preços médios da gasolina no estado caíram 3,2%, conforme levantamento da ANP, e 1,7% entre junho deste ano e junho de um ano atrás.

As vendas de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) seguiram o mesmo ritmo. Caíram 5,2% entre junho e maio, 20% na comparação com junho do ano passado e cerca de 4% no acumulado do semestre frente aos seis meses de 2018.

“É evidente que esse panorama do consumo, tanto no plano nacional como no regional, revela um estágio recessivo da economia. Há mudanças na mobilidade urbana, mas o determinante para este balanço é a ‘apatia’ da economia” – conclui o economista Edson Silva.

“No tocante à renda nominal média bruta (sem descontar as despesas) gerada na venda de gasolina – acrescenta Silva – estimamos uma queda de aproximadamente 8% entre junho e maio desse ano e de 5,6% na comparação entre junho último e junho do ano passado. Logo, estamos falando de uma desaceleração do consumo, da renda gerada na comercialização e dos ganhos brutos do setor ”.

Desaceleração do consumo e da renda no mercado de combustíveis

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