{"id":2705,"date":"2019-12-17T11:07:03","date_gmt":"2019-12-17T14:07:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/?p=2705"},"modified":"2019-12-17T11:38:50","modified_gmt":"2019-12-17T14:38:50","slug":"es-petro-opina-sobre-venda-de-blocos-da-petrobras-na-bacia-de-pelotas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/2019\/12\/17\/es-petro-opina-sobre-venda-de-blocos-da-petrobras-na-bacia-de-pelotas\/","title":{"rendered":"ES Petro opina sobre venda de blocos da Petrobras na bacia de Pelotas"},"content":{"rendered":"<p>17\/12\/2019 &#8211; Em mat\u00e9ria assinada pelo jornalista\u00a0Jefferson Klein e publicada hoje no Jornal do Com\u00e9rcio, Edson Silva, economista-chefe da consultoria ES Petro, fala sobre decis\u00e3o da Petrobras de vender sua participa\u00e7\u00e3o em blocos da bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Veja mat\u00e9ria adiante:<\/p>\n<h3><strong>Petrobras e Total vendem parte da Bacia de Pelotas<\/strong><\/h3>\n<p>A Petrobras e a francesa Total vender\u00e3o entre 30% a 65% da participa\u00e7\u00e3o na concess\u00e3o BM-P-2 que envolve quatro blocos explorat\u00f3rios, totalizando 2.598 quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea, dentro da Bacia de Pelotas, na costa ga\u00facha. Cada empresa det\u00e9m metade desses ativos que foram arrematados h\u00e1 15 anos pela estatal brasileira, na\u00a0sexta\u00a0rodada de licita\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), mas que at\u00e9 agora n\u00e3o tiveram perfura\u00e7\u00f5es de po\u00e7os explorat\u00f3rios de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>Ao todo, a Bacia de Pelotas compreende aproximadamente 210 mil quil\u00f4metros quadrados e se estende do Sul de Santa Catarina at\u00e9 a fronteira com o Uruguai, abrangendo toda a costa do Rio Grande do Sul, estando concentrada, em sua maior parte, no mar. A Total tornou-se parceira dos blocos em quest\u00e3o com a aquisi\u00e7\u00e3o de 50% da participa\u00e7\u00e3o em 2013. Em comunicado divulgado nessa segunda-feira (16), a Petrobras detalha que a concess\u00e3o BM-P-2 est\u00e1 localizada em \u00e1guas profundas da Bacia de Pelotas em l\u00e2mina d&#8217;\u00e1gua entre 1 mil e 2 mil metros.<\/p>\n<p>Atualmente, a concess\u00e3o contempla os blocos explorat\u00f3rios P-M-1269, P-M-1271, P-M-1351 e PM-1353 e, conforme a companhia, est\u00e1 estrategicamente posicionada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 18\u00aa Rodada de licita\u00e7\u00f5es da ANP, prevista para 2021, em que dever\u00e3o ser selecionados blocos da Bacia de Pelotas.<\/p>\n<p>As empresas candidatas devem expressar seu interesse quanto \u00e0 oportunidade at\u00e9 o dia 23 de dezembro, mas a estatal n\u00e3o detalhou previs\u00e3o de conclus\u00e3o do processo ou perspectiva de valores.<\/p>\n<p>O texto ao mercado ainda ressalta que &#8220;essa concess\u00e3o apresenta um reduzido compromisso explorat\u00f3rio (o que significa a exig\u00eancia da perfura\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de apenas um po\u00e7o) com o potencial de comprovar significativos volumes e firmar posi\u00e7\u00e3o em uma nova fronteira explorat\u00f3ria (que ainda n\u00e3o tem produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo)&#8221;. Apesar desse destaque, o <strong><em>diretor da consultoria ES Petro, Edson Silva<\/em><\/strong>, refor\u00e7a que at\u00e9 hoje a Petrobras n\u00e3o conseguiu levar adiante a atividade explorat\u00f3ria nesses blocos.<\/p>\n<p>O dirigente lembra que a Bacia de Pelotas se trata de uma \u00e1rea em que os estudos feitos n\u00e3o indicaram a presen\u00e7a de petr\u00f3leo, mas a exist\u00eancia de uma esp\u00e9cie de hidrato de g\u00e1s, que n\u00e3o tem produ\u00e7\u00e3o paralela no Brasil. &#8220;\u00c9 uma tecnologia muito espec\u00edfica (para aproveitar esse recurso), quem det\u00eam essa tecnologia s\u00e3o os japoneses&#8221;, diz Silva.<\/p>\n<p>O consultor projeta que, dificilmente, aparecer\u00e1 interessados nesses blocos. &#8220;No contexto, \u00e9 uma bacia que n\u00e3o tem se revelado muito promissora para a explora\u00e7\u00e3o&#8221;, reitera. A Petrobras chegou a manifestar que tinha planejado as perfura\u00e7\u00f5es de dois po\u00e7os, o Guarani e o Pampeano, cuja localiza\u00e7\u00e3o fica a quase 200 quil\u00f4metros, mar adentro, a partir dos munic\u00edpios de S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte e Rio Grande. Contudo, os empreendimentos n\u00e3o foram adiante. Oficialmente, o motivo da iniciativa n\u00e3o ter prosseguido foi atribu\u00eddo \u00e0 demora no licenciamento ambiental que \u00e9 concedido pelo Ibama.<\/p>\n<p>Entretanto, fontes sugerem que, devido ao alto n\u00edvel de investimento em uma perfura\u00e7\u00e3o (estimado em cerca de US$ 100 milh\u00f5es) e ao fato da Bacia de Pelotas n\u00e3o ser uma das \u00e1reas no Brasil com maiores ind\u00edcios de reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s, a Petrobras n\u00e3o fazia tanta quest\u00e3o de acelerar esfor\u00e7os nesse empreendimento. Silva tamb\u00e9m n\u00e3o considera os obst\u00e1culos ambientais como determinantes para a estatal n\u00e3o ir adiante com a perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os, mas considera que o principal foi a quest\u00e3o dos elevados investimentos que a a\u00e7\u00e3o implicaria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>17\/12\/2019 &#8211; Em mat\u00e9ria assinada pelo jornalista\u00a0Jefferson Klein e publicada hoje no Jornal do Com\u00e9rcio, Edson Silva, economista-chefe da consultoria ES Petro, fala sobre decis\u00e3o da Petrobras de vender sua participa\u00e7\u00e3o em blocos da bacia de Pelotas, no Rio Grande<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-2705","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2705"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2705\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2710,"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2705\/revisions\/2710"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.espetro.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}