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Em plena transição energética [i], a economia dos países se depara com uma crise do diesel, marcada pela escassez do produto e, por consequente, aumento de seus preços. O fato detonador não é o petróleo que está escasseando, mas a guerra entre a Rússia e a Ucrania, tanto quanto os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.

O impacto é para países produtores do combustível automotivo, bem como para os que dependem de sua importação. Estados Unidos – principal exportador mundial – e Alemanha sentem os mesmos efeitos da crise, ainda que em escalas diferentes.

O Brasil, que importa uma média de 28% de seu consumo, diga-se em alto e bom som, é uma ilha nesse universo geopolítico, dado os arranjos adotados pelo governo. Os preços estão sob controle desde a deflagração da crise, com repercussões importantes para o conjunto da economia.

De notar o comportamento dos preços médios praticados no Brasil com aqueles cobrados pelas refinarias que foram privatizadas no governo Bolsonaro, na Bahia (a Rlam) e no Amazonas (a outrora Remam, hoje Ream), irradiando para os Estados atendidos por estas duas refinarias.

Dados são originalmente da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural de Biocombustíveis.  


[i] Leia “A Necessária Transição Energética”, de Edson Silva, economista-chefe da ES Petro, à venda no Amazon, no formato e-Book (digital)

Petrobras e refinarias privatizadas – Preços diferenciados na crise do Diesel

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