Pesquisa semanal da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – apontou uma queda no preço médio nacional da gasolina de 0,6%, entre a semana passada (30/06 a 05/07) e a semana imediatamente anterior – de R$ 4,425 caiu para R$ 4,399.

Foi a oitava semana seguida de queda no preço médio nacional do combustível, período em que passou de R$ 4,558, semana de 12/05 a 18/05, para os R$ 4,399 da semana passada.

Em Porto Alegre, o preço médio da gasolina registrou uma queda de 0,1% entre as duas últimas semanas, passando de R$ 4,445 para R$ 4,441, segundo a ANP.

Os consumidores esfregam as mãos e torcem para que essa queda continue por semanas a fio. A última vez que os preços caíram sucessivamente se deu, em Porto Alegre, por 17 semanas seguidas. Então, entre 28/10 do ano passado e 23/02 último, o preço médio da gasolina caiu 16,1%, tendo passado de R$ 4,932 para R$ 4,122.

Se os consumidores comemoram, os revendedores, operadores de Postos de Combustíveis, estão desesperados. “Já não sei o que fazer para recuperar a rentabilidade do Posto” – comentou um empresário, na condição do anonimato. E acrescentou:  “Quero passar o ponto adiante, porque não estou suportando o prejuízo”. Outro proprietário de Posto vai na mesma toada: “O consumo não reage e a margem (lucro bruto) cai frequentemente.”

Os números da pesquisa da ANP confirmam o ambiente de apreensão para os empresários do setor de combustíveis. Lá atrás, quando se alongou o período de queda no preço médio da gasolina (entre  28 de outubro e 23 de fevereiro deste ano), a margem bruta média (diferença entre o preço de aquisição e o preço ofertado ao consumidor) dos postos em Porto Alegre subiu oito vezes e caiu 9, sendo que entre uma data e outra caiu 38,1%.  A mesma flutuação voltou a acontecer: estamos na décima semana seguida de queda no preço médio da gasolina em Porto Alegre, desde o último dia 28 de abril, em que os preços baixaram 6,9%. Já a margem caiu em oito semanas, subiu em uma e se manteve em outra. Entre uma data e outra caiu 31,6%.

Se movimentar nesta ciranda se tornou um complexo desafio para o dono de Posto, na medida em que são muitos componentes a serem administrados, variando de posto para posto, de localidade para localidade, da maior ou menor prática de preços predatórios na área, de posto bandeira branca para posto vinculado a uma distribuidora, pra citar alguns obstáculos.

“Também torcemos para a queda nos preços, até pelo que isso pode representar de aumento nas vendas. Mas o que estamos assistindo é um aperto geral.” – diz um operador de posto da zona sul da capital gaúcha. Completa ele: “não existe no sistema que está ai, empresa sem lucro, sem remuneração adequada da atividade”.

 

 

Preços dos combustíveis em queda. E a rentabilidade também

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