22/12/2021 – Pequenas e médias distribuidoras de derivados de petróleo, reunidas na Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), reclamam dos preços elevados, por conta de especulações, e do formato do mercado de crédito de carbono. Segundo essas empresas, esse é o motivo do atraso no cumprimento das metas do programa de governo Renovabio, definidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Apenas 68 de um total de 143 empresas adquiriram créditos de produtores e importadores de biocombustíveis suficientes para compensar as emissões provocadas pela queima de produtos fósseis, como gasolina e óleo diesel, vendidos por essas distribuidoras. O prazo para atingir a meta termina no dia 31. Quem não cumprir será multado. Essas metas estão incluídas na Política Nacional dos Biocombustíveis.

“Como o Renovabio, por suas regras, obriga uma parte a comprar, mas não obriga a outra a oferecer à venda, surge um desequilíbrio no mercado, que gera esta situação”, afirmou a Brasilcom.

Com a corrida a partir de novembro para atingir a meta, a cotação do Cbio dobrou em relação a janeiro. No início de 2021, um crédito estava sendo vendido a R$ 30,28, enquanto, no dia 15 deste mês (última data divulgada pela ANP), custava R$ 59,90. Na última terça-feira, 14, a cotação chegou a bater o recorde histórico de R$ 62,46.

Fonte: Broadcast

Distribuidoras reclamam de especulação no crédito de carbono

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