23/08/2021 – Em live na última quinta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu que a venda de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o gás de cozinha, seja feita diretamente pelas distribuidoras. Segundo o presidente, os consumidores poderiam “pegar um caminhãozinho” e levar, “uma vez por mês, 100 botijões” para as “comunidades”.

Com essa medida e a isenção do ICMS (imposto cobrado pelos estados), de acordo com Bolsonaro, o preço do botijão ficaria em, no máximo, R$ 60 – bem menos do que os R$ 93,45 cobrados hoje, em média.

Segundo especialistas, porém, a ideia estimula a revenda ilegal de gás de cozinha, especialmente nos lugares de difícil acesso. Na prática, os tais “caminhõezinhos” atuariam como revendedores informais, criando novos monopólios. Sem fiscalização, a tendência é de que esses revendedores cobrem o preço que desejarem sobre o gás – ou seja, poderia haver, inclusive, aumento de preço do botijão para os consumidores.

Edson Silva, economista-chefe da ES Petro, considera que a menção do presidente de eliminar as revendas de GLP, aos milhares no Brasil, sob o pretexto de baratear o produto equivale a  “jogar pra torcida”. Bom lembrar que hoje as distribuidoras já podem fazer entrega direta em residência dos consumidores. Preferem, no entanto, por racionalização de logística (e de custos) se apoiarem na capilaridade das revendas para a comercialização no varejo.

De mais a mais, sustenta Silva, os Estados, com finanças apertadas, não vão abrir mão de receita, isentando o combustível da cobrança de ICMS – sua principal fonte tributária.

Fonte: Sindigás, citando site UOL.

Proposta do governo estimula mercado ilegal e pode aumentar preço

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